Causas do pedido de recuperação judicial de empresas


Um combinado de  causas podem ser apontadas como  geradoras do pedido de recuperação judicial de empresas.  Mas antes destes apontamentos faz-se necessário levar em conta o contexto que determinada empresa está inserida, como está  a saúde do setor que ela compõe, quais as estimativas do seu valor no cenário econômico nacional e, sobretudo, a  evolução do empreendedorismo. Jaz  nos processos que antecedem o pedido de recuperação, a  importância de analisar o trajeto daquela companhia estabelecendo relações entre este e as inovações econômicas e políticas do Brasil e do mundo. 
Os especialistas econômicos entendem como numerosos  os motivos que  enfraquecem um empreendedorismo. Pode vir lá atrás, desde o plano de negócios, análise de target, planejamento estratégico, análise do mercado de atuação até descuidos menores. 
O porte da empresa não é parâmetro para definir as causas. Desde uma multinacional até uma loja de conveniências, qualquer companhia está sujeita a enfraquecer e precisar de um pedido de recuperação judicial. 
Para  se  ter uma  ideia, há exatos dez anos,  em 2006, o IBGE numa pesquisa que buscou justificar o fechamento prematuro das empresas apurou uma variação de causas. A marca apurada pelos pesquisadores é alarmante: 70% das empresas brasileiras suspendem suas atividades em um curto espaço de tempo. Segundo o instituto as  micro e pequenas empresas são as mais atingidas pela crise e fechamento. Disto podemos especular que empresas menores têm menos despesas e, desta perspectiva,  chances reduzidas de enfraquecimento de sua permanência no mercado. Mas o mundo administrativo está longe de ser uma ciência exata. As implicações e variáveis não permitem uma análise fechada. Daí a necessidade de análises personalizadas, focadas no conjunto de fatores que orientam a atuação de uma determinada empresa.  Considerando as especificidades de cada empreendimento pode ser o ponto crucial da reestruturação que sucede a recuperação judicial. As análises devem considerar a realidade interna da companhia e o contexto  que ela está inserida. Qualquer tentativa de isolar as realidades se desdobrará em dados inconsistentes, análises incoerentes que tendem resultar em  estratégias estéreis. A visão generalizada de um negócio é um dos grandes equívocos mercadológicos. Alguns empreendedores abrem uma empresa porque o setor que ela irá compor está em expansão.
Ouve-se muito dizer “todo mundo precisa se alimentar, então, restaurante, lanchonete e mercado logra êxito permanente.”  Fosse assim, estes empreendimentos nunca iam falir porque as pessoas se alimentam. Neste caso, pode ser um equívoco em torno da concorrência e dos hábitos de consumo do público alvo. 
A taxa de mortalidade das empresas menores é multifatorial, conforme mencionado. A competitividade e  acesso ao crédito são das causas citadas em várias  pesquisas disponíveis na internet. Entretanto quase todos os analistas administrativos avaliam que embora todas as causas resguardem seu grau de importância, recai enorme peso sobre a precariedade de conhecimentos gerenciais e o despreparo administrativo. Ambos constam como potentes impeditivos que estorvam o crescimento e o desenvolvimento de um negócio. Mas, ao fim e ao cabo, é o conjunto que vence. Na soma das causas conjectura-se desde as posturas isoladas do empreendedor e suas limitações para gerenciar seu próprio negócio até e as medidas que escapam aos domínios destes próprios empreendedores. Muitas vezes, a dinâmica de um negócio pode estar inextirpavelmente relacionada à criação de políticas públicas que possam  subsidiar o desenvolvimento das empresas nacionais. 
A informação permanece sendo a maior  recomendação para aumentar as oportunidades de êxito. 
Hoje com a internet o empreendedor pode acessar sites como SEBRAE, consultorias gratuitas, relatórios e outros materiais que possam servir-lhe de suporte nas suas decisões administrativas. 

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